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quarta-feira, 25 de março de 2020

A CBF tem que se mexer também”, diz presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul sobre negociação entre jogadores e clubes durante pandemia do coronavírus

A suspensão das competições no Brasil a fim de evitar a disseminação do novo coronavírus coloca em risco a saúde financeira de vários clubes de futebol.

Afinal, os dirigentes estão fazendo contas para conseguir pagar honrar seus compromissos com jogadores, comissão técnica, funcionários, colaboradores, e também com fornecedores. Embora grandes clubes, como Flamengo e Palmeiras, contam com algum fôlego financeiro, a maioria dos clubes começa a ser asfixiado aos poucos com a falta de jogos.


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Flamengo, Athlético Paranaense, Santos, Palmeiras, Grêmio São Paulo e Internacional são os representantes brasileiros na Copa Libertadores da América. Os clubes, só para exemplificar, tem na venda de ingressos, comercialização de camarotes e direitos de transmissão, suas principais fontes de renda. Em 2020, os times têm no calendário o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, o Campeonato Estadual, além da competição continental.

Agora, os clubes e os sindicatos negociam como irão arcar com as despesas trabalhistas. Por outro lado, a proposta da Comissão Nacional dos Clubes, é antecipação das férias e redução de salário enquanto o futebol brasileiro seguir sem atividade. Em entrevista à “Rádio Grenal”, o presidente do Sindicato dos Atletas do Rio Grande do Sul, Paulo Mocellin, indicou as possibilidades que podem ser aceitas pelos profissionais.

“O Sindicato não assina decisão alguma sem o aval dos atletas. A princípio, o que está mais sendo aceito por eles é a questão das férias coletivas sendo antecipadas. Pagamento de março integral e férias antecipadas é o que mais tem se aproximado. Mas ainda é um início de tendência para isso. Essa deve ser a proposta dos atletas para abrir negociação”, revelou.

A Comissão Nacional de Clubes (CNC), apresentou na última segunda-feira, uma proposta para a Federação dos Atletas Profissionais de Futebol. Entre as medidas estão a concessão de férias coletivas de 20 dias e a redução de remuneração dos atletas em 25% durante o período de suspensão das competições. Além disso, Mocellin destacou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) precisa se posicionar logo sobre o assunto.

“Querendo, fazendo uma forcinha, eu sei que há possibilidade de pagar o que os atletas estão pedindo. A CBF tem que se mexer também, tem que ajudar. Tem atletas de clubes menores que vão sofrer com essa situação. A CBF teria que dar um aporte financeiro para a Federação Gaúcha. Além do Gauchão, temos a Divisão de Acesso que ficará para o segundo semestre. A CBF não pode só mexer nas datas, tem que dar a solução, dar suporte”, disse.

Sindicato pede apoio a clubes das divisões inferiores do Rio Grande do Sul
Para Paulo Mocellin, a situação dos clubes da Divisão de Acesso é mais preocupante. A princípio, o Gaúchão está suspenso até 1 de abril. A competição, inclusive, pode até ser realizada no segundo semestre. Porém, não está descartada a possibilidade de sofrer nova prorrogação durante o período de quarentena. Afinal, novos casos de pessoas infectadas com o coronavírus foram detectadas no Rio Grande do Sul.

“A Divisão de Acesso é a mais preocupante, mas antes temos de definir se haverá continuidade dos campeonatos. Em um primeiro momento, estamos tentando resolver o mês vigente dos contratos para que os atletas recebam e depois, com muita calma, sentaremos com os clubes e com a FGF para resolvermos o restante dos contratos dos atletas. Sei que é um momento atípico, mas ambas as partes terão de ceder um pouco para encontrarmos uma solução”, finalizou.

Torcedores.com


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