O Goiás Esporte Clube, em pleno ano de 2026, ainda recorre a métodos antigos na tentativa de demonstrar força nos bastidores do futebol goiano.
Às vésperas da fase decisiva do Campeonato Goiano, o mata-mata, o presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Paulo Rogério Pinheiro, concedeu entrevista atacando a Federação Goiana de Futebol (FGF), alegando supostos privilégios concedidos ao segundo colocado da competição em detrimento do clube esmeraldino.
O dirigente, no entanto, deixou de mencionar que o adversário do Goiás nas quartas de final, o CRAC de Catalão, só foi definido na última rodada da primeira fase, após a vitória do Anápolis no clássico diante da Anapolina.
Outro ponto ignorado na crítica é que os 300 quilômetros de deslocamento que o Goiás terá de percorrer também serão feitos pelo CRAC. Além disso, ambas as equipes atuaram no sábado (07), o que garante exatamente o mesmo tempo de descanso para os dois lados, sem qualquer vantagem esportiva.
A Federação Goiana de Futebol trabalha em prol de todos os seus filiados, prezando pela isonomia e pelo tratamento igualitário entre os clubes. O fato de o Goiás ser historicamente o maior representante do estado em competições nacionais não lhe assegura, nem pode assegurar, privilégios dentro do campeonato estadual.
Talvez alguém próximo ao presidente do Conselho do Goiás devesse alertá-lo de que velhas artimanhas, comuns em tempos passados, não cabem mais no futebol atual. O esporte evoluiu, e o chamado “futebol de bastidores” ficou para trás.







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